08 março 2014

As vantagens de ser invisível (Stephen Chbosky)

Olá pessoas,

o livro de hoje é As vantagens de ser invisível (The perks of being a wallflower), do autor norte americano Stephen Chbosky, publicado em 1999; traz a história de Charlie, um adolescente que se vê às voltas com os dilemas e acontecimentos típicos da fase, com o acréscimo de ser tímido, o que pode tornar tudo um pouco mais complicado.

Sabe todos aqueles clichês sobre o estudante solitário, inteligente e que não se encaixa nas atividades coletivas? Pois é. As vantagens de ser invisível é sobre isso...e muito mais.


A narrativa cobre o período entre 25 de agosto de 1991 a 23 de agosto de 1992 e é apresentada em forma de cartas enviadas por Charlie para alguém cuja identidade não conhecemos. Na verdade, não sabemos nem mesmo se o destinatário existe ou se é uma espécie de amigo imaginário, um exercício reflexivo, Charlie falando como ele mesmo. Através das cartas vamos conhecendo sua família, a relação que ele vai construindo com os amigos, seus medos, desafios, perdas, e, principalmente, a coragem de “participar”, porque é disso que se trata a história.

Observar as oscilações de Charlie entre “ser invisível” e “ser infinito” foi o que mais gostei; no início, tinha a impressão de que ele era espectador de sua vida, olhando tudo através de um vidro, sem se conectar, num misto entre querer e não querer fazer parte, afinal de contas, havia vantagens em ser invisível, nem que fosse permanecer na zona de conforto, sem grandes alegrias, mas também sem grandes sofrimentos.

Sua progressão, sutil e dentro dos seus limites, foi feita de forma tão bonita através da ajuda de um professor e mediada pelos livros. Como não amar?

Tocante, delicado, realmente emocionante em algumas passagens, As vantagens de ser invisível é um livro que consegue falar de coisas profundas, sensíveis e delicadas, mas de forma leve. Tem uma linguagem simples, mas poética, que facilita a rememoração de episódios da vida de quem já saiu da adolescência há um tempinho. A narrativa é ágil e, de que quebra, você ainda ganha indicação de leitura já que vários livros são citados ao longo da história. 

O livro, de modo geral, traz algumas mensagens importantes:

Para todos:

- ser introspectivo não é um problema ou defeito, como muita gente pode pensar, mas, sim, uma característica da personalidade que deve ser respeitada;
- “falar”, é preciso. Seja através da conversa, seja escrevendo diários, cartas para outros etc. Expressar-se é uma necessidade vital dos humanos e quando não fazemos isso, adoecemos.

Para (nós) os introspectivos:

- participar e sentir-se infinito, ainda que de vez em quando e na nossa medida, é maravilhoso.

PLUS:

Adoro histórias que se passam nos anos 90. Possivelmente porque foi o período da minha adolescência e, ainda sem internet, as relações eram outras.

Comecei a ler no mesmo momento em que descobri a série My mad fat diary e vi muitas semelhanças entre os dois. Você pode saber mais sobre a série AQUI!

Um beijo e até mais!

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