10 junho 2013

Starters (Lissa Price)

Olá pessoas!

Hoje vamos falar de Starters, uma distopia escrita pela autora Lissa Price e publicada pela editora parceira Novo Conceito.


A história, como toda Distopia, mostra um evento catastrófico que propiciou uma mudança na estrutura social, formas de governo e relações humanas. 

No presente caso, houve "A Guerra de Esporos", da qual não temos muitos detalhes, exceto por flashes de lembranças da personagem principal, mas que sabemos ter dizimado boa parte da população - pessoas entre 20 e 60 anos – que não haviam sido vacinadas. Assim, temos um mundo de extremos: pessoas muito jovens e idosos; muitos jovens (Starters) ficaram órfãos, sendo encaminhados para instituições ou vagando pelas ruas, em luta pela sobrevivência. Os idosos alcançam, nessa história, longevidade excepcional, não sendo raros “Enders” (denominação dos idosos) de 150 anos.

*Não temos guerra de esporos, mas, com os índices de violência , hoje em dia, periga nosso mundo ficar assim, com esse vácuo de população adulta...*

É nessa realidade que Callie, uma jovem de 16 anos que tenta, a todo custo, manter-se viva e cuidar de seu irmão de 7 anos, de saúde bastante frágil. Seu dia a dia consiste em contar com a ajuda de “camaradas” e fugir de “renegados”, por isso, não é difícil entender por que ela enxerga a Prime Destinations como uma possibilidade de resolver seus problemas. Talvez a única. O problema é que a empresa atua no surreal segmento de “aluguel de corpos jovens e belos” para os Enders endinheirados.

É. Isso mesmo. Eu disse que era surreal.

Os corpos são escolhidos como peças num cardápio para satisfazer ao sonho de aparentar 18 anos (ou menos) com a maturidade de 100. Alguém se interessou?

Acontece que a Prime Destinations tem planos mais ousados. E arriscados. Isso terá um preço para a empresa, para os Enders, para os Starters e, especialmente, para Callie. Uma revolução se instala, com consequências imprevisíveis e que me deixou curiosa pelo livro seguinte, mas, preciso dizer que a leitura de Starters não foi um mar de rosas.

Eu tive dificuldade para engrenar na leitura. Achei, sinceramente que a primeira metade poderia ter sido bastante reduzida, pois está cheia de detalhes desnecessários, enfadonhos e que travam a narrativa. Só na segunda metade é que a historia veio me interessar de fato, mais especificamente, nas últimas 100 páginas. Aí sim a história cresceu, ganhou ritmo, teve reviravoltas empolgantes e me fez querer ler o segundo volume, que ainda não foi publicado no Brasil, mas vocês podem conferir a capa americana:


Fonte da imagem: skoob


Acho curioso notar também que, as distopias mais antigas “criavam” tecnologia e equipamentos que pareciam avanços de fato, já as distopias atuais criam coisas que parecem já existir, apenas com nomes novos. Não vejo criatividade. (Ex. a forma de comunicação via mensagem de texto entre Callie e Blake é por zings. SMS, né gente?!).



É isso. O livro valeu pelo final e gancho para o livro seguinte, mas não é das minhas distopias favoritas. Uma ideia muito boa que não foi tão bem desenvolvida.

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