25 fevereiro 2013

Desafio 2013 - Recordações de um olho torto

Olá pessoas!
Essa resenha demorou, mas saiu e, imaginem, eu li esse livro antes do Carnaval!


Hoje vamos falar de Recordações de um olho torto, livro escolhido por mim para o mês de fevereiro do Desafio 2013, cujo tema era: livros que nos façam rir.


O autor Plínio Salgado nos traz uma história simples, mas, ao mesmo tempo, surreal e divertida, sobre um rapaz chamado Almerindo, nascido no interior, que padecia de um olho torto. Sim, eu digo que ele padecia, pois esse seu problema lhe trouxe inúmeros dissabores e influenciou drasticamente a forma de relacionamento entre ele, seus familiares e demais pessoas na sua vida.



O livro, bem curtinho e de leitura rápida, conta desde o nascimento de Almerindo até o fim de sua vida, passando por diversos cenários e acontecimentos, que vão desde o cômico até partes mais sofridas, que, realmente, me emocionaram. O autor deixa claro, no início, que sua ideia sempre foi escrever um livro que tratasse de partes do corpo que, pela sua peculiaridade, ganhassem uma espécie de destaque. O escolhido aqui foi o olho.

Esse livro me surpreendeu, especialmente, pois, além do caráter cômico, traz nas entrelinhas a reflexão sobre os filtros e influências existentes nas relações, ou, para melhor explicar, vou citar uma passagem da minha leitura atual:

“nossa personalidade social é uma criação do pensamento alheio”
(No caminho de Swann – Marcel Proust)


E aí, as pessoas se relacionam conosco, ou com aquilo que pensam de nós?

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