30 novembro 2012

Resenha: Coraline


Olá pessoas!

Hoje trago a resenha de um autor que cada vez ganha mais espaço no meu coração: Mr.incrível.brilhante.doido.fascinante Neil Gaiman.


Sim, a frase acima foi meio piegas, meio maluca...rs, mas é a mais pura verdade: eu tenho um enorme carinho pela escrita desse autor, sua forma de transformar em palavras as experiências que pretende nos contar. Sempre que leio algo dele, tenho a sensação de que, ao escrever, Gaiman rompe as barreiras do possível, real, normal e faz isso com tanta sensibilidade e naturalidade que o leitor se envolve completamente na história!



(afinal de contas, Literatura é subversão! \o/)


Esse foi o caso de Coraline; o encontrei numa promoção e não titubeei. Assim que o recebi, seu tamanho reduzido, a linda capa, a admiração por Neil Gaiman e as indicações na contracapa feitas por, ninguém menos que Phillip Pullman e Lemony Snicket, ativaram o chip da leitura imediata. Fui apenas dar uma olhadinha...e li tudo numa tarde.



A história:

Coraline é uma garotinha que acaba de se mudar e sente muita falta de seus amigos e de todas as coisas às quais estava acostumada. Seus pais trabalham em casa e, desse modo, sempre dão um jeito de ocupar Coraline para que ela não os importune. Entediada e sem poder sair de casa por causa da chuva, ela segue o conselho do pai e decide explorar a casa. Acaba encontrando uma porta que a leva literalmente para outro mundo. Nesse outro lugar há outra mãe, outro pai, outra casa, quase tudo que há do lado de cá, há do lado de lá. Só que lá ela tem mais atenção e, à primeira vista, mais regalias. Sabe aquele ditado que diz que a grama do vizinho é sempre mais verde? A ideia é essa. Entretanto, uma vez que Coraline entra nesse mundo, ela descobre que...não é bem assim.

Em Alice no país das maravilhas temos a toca do coelho, em Nárnia temos um guarda-roupas, aqui temos uma pequena porta como acesso ao "mundo do lado de lá". Cheio de personagens estranhos e um cenário beirando o bizarro, Neil Gaiman traz um texto ágil e um enredo fantástico, mostrando as venturas e desventuras de Coraline, não nos poupando de descrições nojentas e passagens assustadoras. É uma leitura rápida, deliciosa e super recomendada que fala de amor, coragem (não como ausência de medo, mas como enfrentamento do medo!) e, especialmente, que a perfeição que imaginamos na vida dos outros...não existe, é uma mera ilusão, um castlo de areia, que, olhado bem de perto, vai cedendo aos pouquinhos.
A minha edição ainda conta com ilustrações lindas (e sombrias!) do Dave McKean.

Um aviso: Coraline é do selo Rocco jovens leitores e parece ser um livro de crianças, mas a história que aquelas páginas guardam nada têm de simples, inocente ou leve. Durante toda a leitura não pude deixar de sentir o clima dos antigos contos de fadas e suas crueldades veladas, característica que, ao mesmo tempo assusta e fascina. ;)

Um beijo e até mais!

2 comentários:

Weslley Vieira disse...

Pergunta: você lê gibis?

Nayara disse...

Oi Weslley! Qdo criança eu lia muito, depois deixei esse hábito de lado; depois de ver tantas coisas interessantes nos canais literários, fiquei morrendo de vontade de voltar a ler. :)