17 agosto 2012

Resenha: Amante Consagrado


Olá pessoas,

sentem que lá vem resenha da Irmandade! \o/

Lembram quando eu falei que tinha um Irmão favorito e que ele era o Vishous? Bom, continua sendo, mas o segundo lugar, que era do Rhage, passou às mãos do Phury e isso aconteceu ainda no meio da leitura de Amante Consagrado. Acho que Vishous e Phury foram os personagens em que a Ward fez o melhor trabalho de apresentação psicológica.

Como assim? Explico, mas, lembrem que essas são as palavras de uma leiga; apenas uma pessoa que ama ler e ama comentar sobre o que lê, ok.





Uma das maiores qualidades dessa autora, na minha opinião, é a sua capacidade de criar personagens críveis, personagens com história, personalidade, motivação. Eles são únicos e reconhecíveis; só pelo jeito de falar ou pela atitude, você já imagina quem seja o irmão, como se eles fossem pessoas de verdade. Creio que este seja um dos motivos pelo qual eu gosto tanto da série, inclusive virando fã de livros dentro de um gênero que nunca me atraiu.

(Ver mais sobre isso no post sobre preconceito literário, aqui!)

Sabe o 50 tons de cinza? Tô nem aí. Esses livros de banca mais sensuais? Nunca liguei. Cheguei à IAN por ter vampiros e fiquei porque fui completamente capturada pelo enredo e personagens.

Continuando...já vi isso em outras resenhas e concordo plenamente: é muito legal ver que a Ward, por trás de todo o enredo, mostra a perspectiva da superação diante de adversidades; todos os guerreiros têm uma batalha interna a resolver e não o fazem sem sofrimento. Acontece que no caso do Vishous e Phury, acho que ela conseguiu discutir isso melhor ou de modo mais profundo.

          J.R. Ward.


Adoro a ambivalência do Phury, aliás, adoro desde o nome dele. Que curioso: o guerreiro mais cavalheiro tem o nome de Fúria. Não é raiva, nem ódio, é Fúria, minha gente! Só aí a gente já vê que esse cara tem mais sombra dentro de si do que pode parecer. Ainda tem o lance do que ele faz com os redutores e do quanto isso pode ser chocante se confrontarmos com sua personalidade doce e educada.

A narrativa sobre a infância dele, bem como do retorno à casa, foi uma das passagens mais tristes da série e das minhas leituras de modo geral; ele traz uma dor, um vazio que, assim como o de Zsadist não poderá nunca ser preenchido, por mais que Bella e Nalla e os Irmãos existam. Phury, para mim, é luz e sombra, mais do que qualquer dos outros, mais até do que Vishous e aquele acampamento dos infernos.

Ele tem a síndrome de mártir, do herói? Tem.

Mas não vi num sentido piegas, e sim pela necessidade de ser olhado, de ser reconhecido, de ser visto. Quando um bebê nasce, ele precisa ser olhado, precisa ser humanizado; é isso que faz dele gente, a interação, alguém que reconheça e aposte na sua existência. Phury nasceu sob a maldição do gêmeo do mal, foi a sombra de Zsadist, e, como sombra, sempre viram através dele, mas nunca ele.

Ele faz uma escolha pelos pais, uma escolha por Zsadist, uma escolha por Vishous.

Esse altruísmo irrita algumas vezes? Sim!

Mas entendo como parte do processo dele e tem uma importância fenomenal na história, minha gente. Como não amar esse cara que veste Gucci (mais importante: que sabe vestir Gucci!), tem cabelo comprido, com vários tons de loiro, é educado, cavalheiro e um amante muito, muito, muito sensual? Sim, porque as cenas com Cormia, apesar de todo o vai e vem...foram ÓTIMAS!






*eu não sei o nome desse rapaz. Vi a foto quando joguei "Phury" no Google e ele apareceu como a "representação" do nosso guerreiro. Eu concordo...rs*

Mas, nem só de Phury é feito Amante Consagrado. Temos também Qhuinn e Blay. Ok, Phury e Cormia tiveram seus momentos hot perfect e eu tava achando tudo muito bonito, muito bom (não era Jane e Vishous, mas tava valendo!)...mas aí vieram esses dois e quebraram meu coração. WTF?! Cadê Lover ate Last? Agora!

Vou citar algumas coisas, bem rapidinho, quase em palavras-chave...rs...porque não qeuro dar spoiler, ok:

- Já disse que se puser amizade no meio, me derrete, né? E a amizade entre Qhuinn, Blay e John não é qualquer coisa.

- Tem uma cena MÍNIMA com my dear V., mas, ainda assim ele consegue imprimir sua personalidade. How awesome is that?!

- Gente, desculpaê, mas John e Xhex não me convencem! Aliás, pra mim, a Xhex é como o Butch: lembram que eu falei que gostava das cenas de amizade dele com Vishous, mas detestava as cenas com a (boring) Marissa? Pois, o mesmo vale para Xhex: ADORO ela com o Rhev, mas detesto ela com o John. Não vejo química, acho ela mais macho que ele, enfim.....chato.

- Tem um momento em que Wrath toma uma decisão em relação a Phury, que, minha gente, cortou meu coração. Me apeguei, né? Vocês podem entender que essa, possivelmente é a ÚNICA resenha da blogosfera em favor do Phury? #medeixem

- Cormia. Hum, essas fêmeas sempre são um problema, né? Ficam dando piti, são melosas. Só Mary e Jane eram minhas queridas, porque não ficavam de mimimi (elas poderiam dar umas dicas para o povo do twitter!). Elas ganharam colegas: gostei da Cormia exatamente pelas intimadas no Phury. Pelo amor da Virgem Escriba, viu! kkkkkkkkkkkkkk

- Lash. Ô cara nojentinho...mas, sabe que ele deu uma sacudida nas coisas?

- Lassiter – quem diabos é esse cara?! Ele e V. se odeiam? Amo. Kkkkkkkkkkkkkk

Enfim, pra você terem uma ideia do meu nível de apaixonamento pela série, assim que terminei de ler entrei num mini pânico porque lembrei que não tinha o livro seguinte em mãos. Foi a primeira vez que isso aconteceu. #assustador. Pior, sei que agora vem o Rehvenge e tô sentindo que ele vai entrar para o rol dos meus garotos.

História envolvente, bem escrita, personagens excelentes, outros igualmente bons chegando e/ou ganhando mais espaço, muito mistério no ar. É, Irmandade, tá difícil largar você.

Li umas coisas publicadas em abril (#oldseason) sobre as novidades, próximos livros e acontecimentos na Irmandade e fiquei ainda mais ansiosa. Por mim, a série pode bem ter mais uns 5, 6 ou 10 livros!

E você, já leu algo da Irmandade? Me conta aqui. Um beijo e até mais!

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