12 março 2012

Resenha - Para Sempre

Olá pessoas!

Hoje temos resenha do livro Para Sempre, do casal Kim e Krickitt Carpenter, gentilmente cedido pela editora parceira .


Como eu conheci os autores:


Através da cortesia da editora Novo Conceito, que enviou um kit lindo, composto pelo livro, uma caixinha e uma caderneta linda (tem outro dele para vocês!). 


Na verdade, já havia lido algo sobre o filme em um site especializado em cinema, mas até aí, não sabia que ele seria baseado em um livro e, muito menos, tomei conhecimento de seus autores.



A edição:

Vou contar uma coisa para vocês: eu tenho pé atrás com pessoas em capas de livros; se for capa de filme, com pessoas, aí fico com mais reservas ainda. Pelo menos, até hoje, não houve nenhuma que me agradasse. A capa de Para Sempre tem uma imagem muito bonita do casal, mas eu preferia que fosse como as capas comuns mesmo, com uma ilustração mais abstrata ou coisa do tipo. Mas, vejam só, isso é uma preferência minha, não tem NADA a ver com a qualidade do livro, que é excelente.

Nenhum erro foi identificado, de qualquer tipo. As frases estão bem estruturadas, indicando que a tradução foi bem feita. Pode ser que alguém ache meio pedante esse tipo de comentário sobre a tradução, mas uma das coisas mais graves, na minha opinião, que pode acontecer a um livro é ter a dinâmica, o ritmo de sua história comprometido por uma tradução ruim. A Novo Conceito, até o dado momento, tem sido impecável.

Por falar em impecável, eu gostaria de ressaltar a qualidade das sinopses da Novo Conceito: são excelentes. Você lê e realmente entende do que trata o livro; isso não é tão comum nas editoras. Às vezes a sinopse fala, fala e não diz nada e, nesse caso, o leitor tem que optar por ler um trecho ou levar o livro e contar com a sorte. Uma sinopse bem escrita é algo muito útil e uma demonstração de preocupação com o leitor.


O livro:

Para Sempre tem 144 páginas, que podem ser lidas num tapa. A história é simples, sem grande rebuscamento na narrativa. Isso quer dizer que o livro é ruim? Não. Vou ser sincera: o livro não vai entrar para o rol das melhores leituras da minha vida, mas em nenhum momento pensei em abandoná-lo ou achei chato. 

O autor se repete em várias partes, mas, diferente do que acontece com alguns autores como a Christine Feehan (Príncipe Sombrio), essa repetição não tornou a história enfadonha; o livro de Kim Carpenter (o nome dos dois aparece como autores, mas eu não senti um dedo de Krickitt ali, a não ser se levar em considerações as passagens de seus diários) me deu a sensação de que eu estava lendo o diário de alguém que debatia consigo mesmo, que tentava colocar em ordem suas ideias e encontrar forças para seguir adiante.

A história conta uma parte da vida do casal Kim e Krickitt Carpenter, que se conhece de uma forma inusitada, namora, casa e sofre um gravíssimo acidente. A narrativa traz alguns detalhes sobre o acidente em si, sobre as sequelas físicas em ambos, em especial na esposa, mas acho que tudo foi bem dosado e inserido homeopaticamente, de modo que qualquer leitor seja capaz de compreender a linguagem usada e o processo como um todo.

Isso pode parecer besteira ou uma obviedade, mas, às vezes, quando se trata de situações médicas e/ou de reabilitação, a narrativa literária vira quase um resumo daqueles manuais médicos cheios de fotos chocantes, termos incompreensíveis e leitura arrastada para quem não é da área. Gostei da ênfase nas sequelas psicológicas para ambos, pois, muitas vezes, essas são as mais difíceis de tratar e, não raro, as que trazem os maiores prejuízos já que continuam a machucar mesmo quando as feridas já estão curadas.

Enquanto lia, foi ficando muito claro o porquê do livro ter virado filme, afinal o enredo é super visual! Ao mesmo tempo em que parecia a leitura de um diário, com a voz melodiosa de Kim (sim, eu imagino as vozes...acho que todo mundo, né?) me guiando pelos acontecimentos, a história parecia uma montanha russa de emoções: teve ação, suspense, momentos tensos, momentos alegres, reviravoltas, decepções, drama e uma lição.

Em um primeiro momento eu diria que esse é um livro sobre o amor, mas, pensando bem, eu diria que é um livro sobre fé: em Deus, no amor, em nós mesmos, nas pessoas que amamos, na ciência e, até mesmo, no destino.


Minha única frustração apareceu ao escrever a resenha, porque sentia como se não tivesse personagens para dissecar, afinal, as pessoas ali descritas são reais e não criações da mente de um escritor ou escritora. Eu amo personagens, amo a capacidade de criar uma “pessoa”, sua personalidade, passado, presente, futuro, ideias, dúvidas. Para mim, escrever é quase um brincar de Deus com lápis e papel.


Curiosidade:

·     - Vocês observaram que ao final de cada capítulo há duas alianças unidas? Achei esse detalhe super delicado e significativo na história.

    -    Eu amo detalhes, como vocês já devem ter notado! Em dado momento, quando o casal vai de sua cidade para passar o feriado de Ação de Graças na casa dos pais de Krickitt, eles passam por algumas cidades e uma delas é....Flagstaff! Ei...não lembram?! A cidade onde passa a história do livro Um mundo brilhante! (Veja a resenha aqui) ;). Só que eles passaram por lá em 1993...Ben ainda não morava lá...rs.

     Vocês podem acessar a página do livro no site da Novo Conceito (clique aqui!) e saber mais sobre a história, ler o primeiro capítulo, ver o book trailler e ficar atualizados sobre todas as novidades da editora.


Ficha técnica:


Livro: Para Sempre
Tradução: Ivar Panazzolo Júnior
Autores Kim e Krickitt Carpenter
Editora: Novo Conceito
Ano: 2012

Um comentário:

Ingrid disse...

Wow.Quero muito ler este livro as resenhas são sempre super positivas - ainda não vi uma negativa - Quero ver o filme tbm.Adorei a sua resenha.Que situação para esse homem né?Mas o amor supéra tudo - na maioria das vezes eu acho - Beijão.
Ingrid
@cutecherries1