22 março 2012

Resenha - Guia Oficial da Irmandade da Adaga Negra

Olá pessoas!

Hoje teremos resenha do livro Irmandade da Adaga Negra – Guia Oficial da Série, da autora J.R. Ward, gentilmente cedido pela editora parceira:





Como eu conheci a autora:

Pelo twitter! Já falei sobre isso no início da resenha de Amante Sombrio, por isso vou deixar o link dela AQUI, aí vocês comentam aqui e comentam lá, ok...rs.


A edição:

Impecável. Revisão e organização dos capítulos bem feitas. A capa é lindíssima e acho deu o tom solene e misterioso da Irmandade. Cada capítulo tem esse mesmo padrão da capa, como se fosse uma marca d’água. 

O Guia tem um pouquinho mais de páginas que os livros, já que aqui são 510, mas eu confesso que se tivesse mais 500, ou 600, ou 1000...eu leria tudinho, com a maior empolgação.







O livro:

Assim que eu soube que a série tinha um guia oficial, fiquei louca. Eu queria saber tudo sobre a Irmandade, fui totalmente arrebatada pela série e ficava me perguntando por que isso havia acontecido.

Por se uma história de vampiros? Não apenas.

Pelas cenas quentes. Não apenas.

Foi lendo o Guia que a resposta veio: porque é uma história de personagens, mais que enredo!

A coisa que eu mais gosto em J.R. Ward é a sua capacidade de construir personagens e não apenas listar uma série de nomes e inseri-los nos acontecimentos. Ela dá passado, preferências, estilo, peculiaridades a cada um deles. Pela forma de falar, lutar, andar, vestir e agir você conhece cada irmão, você entende sua forma de pensar e ele se materializa no que eu chamo: mundo dos personagens que me cercam. Tenho uma amiga que lê porque gosta da forma como os autores usam as palavras; para ela pouca ou nada importam as histórias. Eu leio porque gosto de histórias e, mais que isso, porque gosto de conhecer as pessoas (que nem são pessoas de verdade...rs) que vivem essas histórias.

O Guia é um presente que a autora dá aos fãs e ela o faz de uma forma louca que me deixou ainda mais encantada: na Guia, ficção e realidade nunca soltam as mãos e acho que é isso que faz a série ter tanto sucesso. Ao escrever o Guia, ela cria a história da história, se inserindo nesse novo estágio, sendo ela mesma também um personagem seu. Surrealmente bom!

Diverti-me e aprendi muito na parte “Os dossiês da Irmandade”, quando J.R. Ward entrevista cada irmão, pois ela não apenas fala de cada livro e de cada irmão, mas nos conta o processo de criação de cada um, as dificuldades ou facilidades. Para quem ama escrever é mesmo uma lição a ser saboreada. Eu já me animava para dizer que esta era a minha parte preferida...mas aí veio outra parte, e mais outra, e mais outra, e todas eram tão legais, tão divertidas e mostravam tanto a dedicação de J.R.Ward, que eu amei tudo.

Identifiquei-me muito quando ela fala que as histórias a guiam e ela não sabe bem onde elas vão dar; costumo brincar dizendo que quando escrevo um texto, sinto como se psicografasse, como se as palavras fossem aparecendo em minha cabeça, em forma de texto e eu apenas as colocasse no papel. Muitas vezes eu questionei essa forma de escrever, como se fosse algo muito livre e sem técnica, mas ter lido J.R. Ward falar sobre isso me deu uma segurança maior porque comecei a ver isso como um feeling, uma sensibilidade, um estar aberta às ideias que crescem em mim e deixá-las fluir.

O Guia me fez abrir os olhos definitivamente para uma coisa que sentia, mas que consegui me dar conta de fato depois que vi o vídeo da Luara do (excelente!) blog Isaac Sabe. Ela se referia à livros de suspense/policiais e dizia que muitas vezes lemos rapidamente no afã de desvendar o mistério e aí perdemos a oportunidade de saborear a leitura. Com Amante Sombrio foi isso que aconteceu e em Amante Eterno ainda mais, porque a essa altura eu já estava enredada pela série. Ler os dossiês da Irmandade, perceber as sutilezas fez cair a minha ficha sobre a necessidade de digerir cada personagem. Fiquei até com vontade de reler, sabe.

J.R.Ward insere citações dos livros, mas eu preferi citar dois trechos que não estão nos livros dos irmãos, mas, apenas no Guia e mostram o porquê da minha enorme simpatia pela escrita dela. Olha quanta sensibilidade:

 “Assim como V., um diamante não é brilhante só porque alguém o comprou – essa função é simples subproduto da incrível pressão exercida sobre suas moléculas. Todo esse brilho vem dele e de sua rigidez. E ambos continuarão existindo muito tempo depois de todos nós termos partido”. Pg. 215.

Ainda assim, independente do motivo, as cores eram mais fortes no passado, as melancias mais saborosas num dia de calor e o sono mais profundo e calmo, ninguém morria e nada mudava”. Pg. 235.


Como não amar?!

Por falar em amor, eu preciso citar o cotoco (sim, eu chamo os bebês de cotocos, até os do meu trabalho...rs) mais fofo da série da Irmandade: Nalla. Se os irmãos estão apaixonados por ela, o que posso dizer de mim? Ownnnnn.




Se você já foi arrebatado pela história da Irmandade da Adaga Negra, eu recomendo que compre o Guia e se divirta muito, em especial com os irmãos no Fórum (na minha cabeça formaram-se todas as cenas!) e nas Cenas da Vida. Você também vai se emocionar no conto sobre Bella, Z. e Nalla (coisa linda da tia Nay!) e na entrevista com Wellsie e Thor. Pode ser, até mesmo, que aconteça com você o que houve comigo: a emoção me deu uma rasteira e me pegou de surpresa em diversos momentos improváveis, em especial na entrevista dos irmãos com Ward. A relação entre criador e criatura(s) é realmente algo surreal.

Mas, pode ser que você ainda não tenha lido nada da Irmandade. Nesse caso, eu volto a avisar: a leitura da série Irmandade da Adaga Negra traz risco iminente de vício. Cuidado!


Ficha técnica:

Livro: Irmandade da Adaga Negra – Guia Oficial da Série.
Autora: J.R. Ward.
Tradução: Carolina Caires Coelho.
Editora: Universo dos Livros.
Ano: 2011.

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