26 março 2012

Resenha - Amante Eterno (Irmandade da Adaga Negra)

Olá pessoas!

Hoje é segunda...dia de resenha literária!

Senhoras e senhores... tomem seus lugares; a conversa de hoje é sobre Amante Eternosérie Irmandade da Adaga Negra, da escritora J.R. Ward.

Como eu conheci a autora:

Resumindo em 140 caracteres (um pouco mais, um pouco menos):

Eu – twitter – alvoroço – IAN – que sigla é essa? – Oh! Irmandade da Adaga Negra! – apaixonamento instantâneo.


A edição:

 

A edição de Amante Eterno segue a mesma linha de Amante Sombrio (DÃÃÃÃ é uma coleção, né? rs) e a revisão da editora Universo dosLivros foi primorosa.

Fiquei um tempo observando as capas para associar a expressão dos personagens e a história. Enquanto a capa de Amante Sombrio mostra uma mulher completamente entregue à sedução de seu amante, a capa de Amante Eterno me dá a sensação oposta: um homem mais rendido ao amor da mulher, ou seja, tudo a ver com a fascinação de Rhage por Mary! (Sim, por enquanto é o meu casal favorito)



O livro:

Assim que terminei o vol 1 (Amante Sombrio) tentei ler outros livros, mas depois de três tentativas mal sucedidas (os livros eram ótimos, mas simplesmente não fluíam!) entendi o que deveria fazer: voltar pra IAN. 

pausa técnica:

(Ué, Nayara, e por que cargas d’água outras resenhas foram publicadas antes dessa?! Pelo simples fato de que eu não estava na vibe de terminar essa resenha, em especial por ter AMADO o livro. Comigo é assim: quanto mais gosto, mais dificuldade tenho de escrever sobre).

Voltei e não me arrependi: achei a leitura de Amante Eterno ainda melhor que a de Amante Sombrio. A história é mais dinâmica, não apenas porque eu já estava mais familiarizada com os Irmãos, mas, porque a riqueza de elementos e a complexidade da trama cresceu bastante.

Vocês já notaram que muitos (todos!) personagens de IAN têm problemas? Por exemplo:

Wrath tem uma dificuldade em assumir o posto de rei devido a um episódio de seu passado, envolvendo seus pais, Rhage tem uma maldição, Zsadist foi escravo de sangue e uma fúria sombria, Phury devota sua vida a cuidar de seu irmão e para tanto paga um alto preço, em vários sentidos, Vishous têm o fardo de ver o futuro e sua misteriosa mão etc. 

Adoro essa ideia de que os heróis não são pessoas (ou, no caso, vampiros) perfeitos, mas aqueles que fazem o que é preciso fazer baseando-se em princípios firmes, em um ideal que os move e sustenta. O tempo todo a história fala de sacrifícios, lealdade e superação.

E, por falar nisso, eis que chega o momento devaneio na resenha....rs:

Quando eu comecei a ler sobre Rhage e a besta, imediatamente me vieram à cabeça duas histórias: a Bela e a Fera e Jackyll e Hyde. Sim, a blogueira que vos fala tem surtos interpretativos e os expressa sem restrições porque, segundo o nome do blog: dignidade não cabe aqui. Riam, mas pensem comigo.

Rhage é belíssimo, mas guarda dentro de si uma maldição com a qual tem de aprender a lidar. São dois seres morando em um. Assim como em o médico e o monstro, ou até mesmo no incrível Hulk (olha, outra história que pode ser linkada!). Gosto muito dessa metáfora porque nos mostra que dentro de nós não há apenas bondade ou maldade, paz ou violência. Somos uma soma estranha, complicada e variável de elementos bons e ruins.

Essa literatura atual, seja lá de qual gênero for, quando revisita essas ideias, trás contribuições muito bacanas e, por isso, acho importante colocar nossas opiniões e reflexões nas resenhas. Não apenas dizer se gostamos ou não gostamos, mas como aquele livro nos tocou, o que nos fez pensar, do que os fez lembrar.

Além disso, achei curiosa a forma como J. R. Ward mostrou o primeiro encontro de Rhage e Mary! Mary não tem a beleza física que vimos ser descrita em Beth no livro 1, mas tem uma personalidade tão bela quanto a aparência de Rhage; é assim que ela, uma pérola dentro da ostra, ganha a fera. Yin e Yang...como não amar esse casal?

Destaco, ainda, a minha paixão pelas descrições de ritos passagem, rituais, cerimônias e afins e em Amante Eterno fui presenteada com o “rythos” de Rhage e, como se não bastasse aquela cena forte, ainda teve a belíssima demonstração de amor da Irmandade. Foi nesse momento que eu mudei meu olhar em relação à Zsadist; esse personagem é muito mais complexo do que eu poderia, na minha antipatia inicial, imaginar. 

Ward brinca com a gente de uma forma interessante! Eu gostei de cara de Wrath, mas depois achei que ele ficou me devendo elementos atraentes na personalidade; Rhage é apaixonante de cara, mas você cria “amor” por ele quando descobre quão generoso ele pode ser; Zsadist (amo os nomes dos irmãos. Já disse isso?!) me despertou raiva, indignação, curiosidade, inicio de simpatia. Só o próximo livro me dirá aonde esse nosso relacionamento irá.


Momento mais emocionante: a conversa entre Rhage e a Virgem Escriba.

Momento blergh: todo e qualquer momento em que os redutores apareciam. Ainda acho que são o pecado dessa série.


Curiosidade:

A dedicatória que J.R. Ward colocou em Amante Eterno, dedicada à Rhage:

No começo, não nos entendemos muito bem, não foi?
Então, conheci você de verdade e me apaixonei.
Obrigada por me possibilitar enxergar o mundo por sua ótica e
Experimentar viver um pouco como você.
Você é uma pessoa tão...bonita.


Ficha técnica:

Livro: Amante Eterno (título original: Eternal Lover) - Série Irmandade da Adaga Negra
Autora: J.R. Ward
Tradução: Jaqueline Valpassos
Editora: Universo dos Livros
Ano: 2011

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