16 junho 2013

O que ando acontecendo no canal...

Tem resenha:



Tem Balaio de Gato #18:





E tem vídeo aleatório: Eu sou fã da Irmandade da Adaga Negra. E você?


10 junho 2013

Starters (Lissa Price)

Olá pessoas!

Hoje vamos falar de Starters, uma distopia escrita pela autora Lissa Price e publicada pela editora parceira Novo Conceito.


A história, como toda Distopia, mostra um evento catastrófico que propiciou uma mudança na estrutura social, formas de governo e relações humanas. 

No presente caso, houve "A Guerra de Esporos", da qual não temos muitos detalhes, exceto por flashes de lembranças da personagem principal, mas que sabemos ter dizimado boa parte da população - pessoas entre 20 e 60 anos – que não haviam sido vacinadas. Assim, temos um mundo de extremos: pessoas muito jovens e idosos; muitos jovens (Starters) ficaram órfãos, sendo encaminhados para instituições ou vagando pelas ruas, em luta pela sobrevivência. Os idosos alcançam, nessa história, longevidade excepcional, não sendo raros “Enders” (denominação dos idosos) de 150 anos.

*Não temos guerra de esporos, mas, com os índices de violência , hoje em dia, periga nosso mundo ficar assim, com esse vácuo de população adulta...*

É nessa realidade que Callie, uma jovem de 16 anos que tenta, a todo custo, manter-se viva e cuidar de seu irmão de 7 anos, de saúde bastante frágil. Seu dia a dia consiste em contar com a ajuda de “camaradas” e fugir de “renegados”, por isso, não é difícil entender por que ela enxerga a Prime Destinations como uma possibilidade de resolver seus problemas. Talvez a única. O problema é que a empresa atua no surreal segmento de “aluguel de corpos jovens e belos” para os Enders endinheirados.

É. Isso mesmo. Eu disse que era surreal.

Os corpos são escolhidos como peças num cardápio para satisfazer ao sonho de aparentar 18 anos (ou menos) com a maturidade de 100. Alguém se interessou?

Acontece que a Prime Destinations tem planos mais ousados. E arriscados. Isso terá um preço para a empresa, para os Enders, para os Starters e, especialmente, para Callie. Uma revolução se instala, com consequências imprevisíveis e que me deixou curiosa pelo livro seguinte, mas, preciso dizer que a leitura de Starters não foi um mar de rosas.

Eu tive dificuldade para engrenar na leitura. Achei, sinceramente que a primeira metade poderia ter sido bastante reduzida, pois está cheia de detalhes desnecessários, enfadonhos e que travam a narrativa. Só na segunda metade é que a historia veio me interessar de fato, mais especificamente, nas últimas 100 páginas. Aí sim a história cresceu, ganhou ritmo, teve reviravoltas empolgantes e me fez querer ler o segundo volume, que ainda não foi publicado no Brasil, mas vocês podem conferir a capa americana:


Fonte da imagem: skoob


Acho curioso notar também que, as distopias mais antigas “criavam” tecnologia e equipamentos que pareciam avanços de fato, já as distopias atuais criam coisas que parecem já existir, apenas com nomes novos. Não vejo criatividade. (Ex. a forma de comunicação via mensagem de texto entre Callie e Blake é por zings. SMS, né gente?!).



É isso. O livro valeu pelo final e gancho para o livro seguinte, mas não é das minhas distopias favoritas. Uma ideia muito boa que não foi tão bem desenvolvida.

09 junho 2013

08 junho 2013

Projeto 8 x 8 - Tema: cores

Olá pessoas!

Este é mais um post do projeto 8x8; para que é novo por aqui ou anda com a memória falhando, este é um projeto em que 8 blogs, publicam 8 fotos, no dia 08 de cada mês. Há meses com temas livres e meses com temas pré-definidos, como é o caso de Junho, que tem o tema CORES.

Seguem os meus olhares:











Para conhecer as fotos dos demais participantes, clique nos links:

Marília:  http://mahmind.com/meu-lado-fotografa/projeto-8-on-8-junho/
Renata:  http://clumsyluv.com/8-on-8-de-junho-cores/ 
Fernanda http://bruine.tagarelando.net/8-on-8-junho-2013
Lucas:  http://cliquesluks.com/8-on-8-colors/
Helena:  http://www.macherry.org/8-on-8-cores/


Se você quiser ver as fotos dos outros meses, daqui do blog, clique aqui:

Fevereiro - Verão
Março - Livros
Abril - 3 x5 (comemoração à vinda de John Mayer ao Brasil)
Maio - Imagens do sagrado


Um beijo e até mais!

05 junho 2013

Diário de uma hipocondríaca (Bete Giacomini)

Olá pessoas!

Hoje eu vim falar de um livro com o curioso nome “Diário de uma hipocondríaca”, gentilmente enviado pela editora parceira Dublinense.

O nome diz exatamente o que ele é: um diário. Os capítulos são organizados em dias da semana com horários dos acontecimentos/pensamentos, incluindo as sessões realizadas com o psiquiatra e o psicanalista da personagem.




Ela, Elisa, é uma controladora de vôo, que relata a experiência de viver com ansiedade e medo constantes. Outros personagens aparecem, mas, apenas de passagem, como ilustração para as crises de ansiedade, os episódios de pensamentos obsessivos e atos compulsivos, em resumo, os dilemas de alguém que , como ela mesma se define, vive esperando algo que nunca chega.

Através de um relato leve e divertido, a autora Bete Giacomini, fala de coisas muito sérias e comumente rotuladas como frescura ou exagero.





Confesso que, inicialmente, pensei em considerar esse livro uma espécie de versão light de auto-ajuda, mas rapidamente mudei de ideia. Seria um rótulo nada merecido. Entretanto, algumas passagens podem até possa ser bem interessantes para repensar nossa forma de encarar a vida.





Destaco dois pontos discutidos pela autora:

O primeiro ponto me toca enquanto pessoa comum e que se refere ao potencial dos pensamentos ruins para tirar a energia e o brilho das coisas. Essa é uma verdade óbvia, mas, por isso mesmo, deve ser sempre lembrada. A imaginação, ao mesmo tempo que pode ser o trampolim para construções fantásticas, por outro lado pode facilmente descambar na exacerbação dos medo e na prisão do paciente ansioso: a antecipação. O futuro é sempre o horizonte buscado, que nunca chega, enquanto o presente é sempre nebuloso, tenso, angustiante e em suspenso.

O segundo ponto me toca enquanto profissional:

Psiquiatras e psicanalistas vivem tão imersos no sintoma que não nos enxergam. A cura, muito menos” (p.121).


Não é tão difícil incorrer no erro, principalmente quando não se tem muita experiência, de manter o foco no sintoma e patologizar o sujeito, negligenciando ou, pelo menos, dando mesmo atenção aos aspectos positivos, preservados, de sua personalidade. Essa postura só privilegia atuações iatrogênicas, convertendo a terapia em uma muleta, sem a qual o paciente não consegue se manter.

Diário de uma hipocondríaca é uma leitura rápida e agradável, que trata com leveza e humor um dos maiores dramas do nosso tempo: a ansiedade.

Um beijo e até mais!